Coisas que vem à cabeça na hora de dormir ou assim que acordo. O que escrevo em um pedaço de papel qualquer quando estou dentro do ônibus ou na frente da televisão agora será dividido com quem gosta – ou não – de minha forma de me expressar.

Arquivo do mês: setembro 2012

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Ás vezes eu me pergunto como o tempo passou tão rápido. Ontem eu era uma criança que brincava na rua de casa, sem ter outra preocupação além de convencer minha mãe a me deixar brincar mais um pouquinho, já hoje sou uma garota quase adulta tendo que encarar a ideia de prestar vestibular e arrumar um emprego para bancar minhas necessidades e luxos. Luxos? Nem posso pensar nisso! Nem arrumei um emprego e meu salário já está todo comprometido, sem espaço para luxos ou necessidades que podem esperar mais um tempinho.

É difícil crescer, não é mesmo? Deixar de lado a mamãe e o papai e começar a carregar nas costas o peso da independência que você tanto buscou e queria poder adiar só mais um pouquinho. Afinal, nada melhor do que ser criança, e agora, lembrando das vezes que você desejou poder ser adulto e dominar o mundo, você percebe que as coisas não são bem como pareciam. Você encara dificuldades, apertos, se sente só e acha que não vai conseguir. Acertei?

Mas tudo isso faz parte do processo de tornar-se uma pessoa bem sucedida. E não reclame com a vida, você pode escolher: ou cresce e assume suas responsabilidades ou fica estagnado esperando que qualquer oportunidade de um escape momentâneo apareça e te tire do sufoco a cada dia até o fim de sua vida. Dramático? Não, só é real.

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Sempre a mesma coisa: O diálogo começa em “Está namorando?” passa por “Tem saído bastante?” e logo em seguida vem “Mas você só fica em casa? Não namora? Não fica com ninguém?” e aí adivinha? Vem aquela expressão de “que dó!” depois de todas as respostas serem “não”. Mas quer saber mesmo a verdade? Eu sou assim! Eu quero ser assim! Prefiro mil vezes um filme no silêncio da minha casa ao estar em um lugar barulhento cheio de pessoas que eu não conheço. Há algum erro nisso?

Será mesmo que eu tenho que ser como a maioria dessas garotas que ficam com um e com outro sem ao menos saber o nome de quem beija? Não. Não mesmo. Eu faço planos para amanhã… e para depois de amanhã. Não tenho vocação para ser mãe aos vinte… ou antes disso. Não tenho vocação para me sentir satisfeita apenas com o que a vida me dá. Eu quero mais e é em busca disso que eu vou a cada parágrafo escrito com a vontade de que um dia meu livro seja publicado. É em um futuro melhor e independente que eu penso enquanto faço cursos pela internet e corro atrás de tudo o que quero para minha vida.

Aí, mesmo depois disso, você ainda vem me dizer que eu não sei viver a vida?  Ei, espere um pouco! Sua vida é cheia de nada! Sim. Um monte de nada. Hoje você sai com seus amigos, enche a cara, gasta sua grana e amanhã?  Amanhã você vai estar se perguntando o que aconteceu noite passada, pois bebeu tanto que não se lembra do que aconteceu. Ah, também tem a ressaca. Valeu mesmo a pena? O que você quer para o seu futuro? Mais do mesmo?

É por isso que eu digo: Não tenha dó de mim. Eu não sou uma pobre coitada. Eu escolhi ser assim. Esse é meu estilo de vida e essa é a vida que eu amo!