Coisas que vem à cabeça na hora de dormir ou assim que acordo. O que escrevo em um pedaço de papel qualquer quando estou dentro do ônibus ou na frente da televisão agora será dividido com quem gosta – ou não – de minha forma de me expressar.

Arquivo do mês: julho 2012

 

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 Se eu pudesse escolher o cara ideal? Ah, essa é fácil! Eu não pediria nada demais… ou será que pediria?

 Primeiro, ele tem de ser mais velho. Sendo curta e grossa: garotos da minha idade tendem a ser uns imbecis, uns garotões da mamãe e na maioria das vezes, são “novos demais para assumir qualquer relacionamento mais sério”.

 Em segundo lugar, teria de ter a cabeça aberta para conversar sobre qualquer assunto mais… moderninho. Afinal, eu não pretendo conversar sobre o melhor modelo de boina com meu namorado. Ele não pode se importar com as cores berrantes de minhas unhas, nem com o jeito que eu diferencio as do dedo anelar com desenhos ou bolinhas. Ele precisa gostar do jeito que me visto e pode até ficar bravo por ter de esperar por duas horas enquanto me arrumo, desde que perca a fala ao me vir sair do quarto ainda mais bonita do que quando entrei.

 Um cavanhaque é permitido, mas que não passe disso! Gosto de confiança, mas que pare por aí! Odeio gente convencida! Quanto a altura, ainda tenho dúvidas. Gosto da sensação de proteção dos mais altos, mas os baixinhos também têm seu charme – e como tem! Está aí Bruno Mars que não me deixa mentir!.

 Ele tem de respeitar meu gosto musical, ainda que não goste. Criticar minha banda favorita está fora de cogitação. Não precisa rir das minhas piadas, mas seria bom me fazer rir nos momentos mais sérios. Como depois de uma briga. Respeitar meu espaço é essencial. Ás vezes eu gosto de me trancar no quarto e simplesmente… escrever, exatamente como faço agora. Ah! E como pude esquecer? Meus sonhos precisam ser respeitados e incentivados, ainda que não seja totalmente de acordo.

 Poderíamos ter uma música. Adoro as cenas de filme em que o mundo parece parar quando o mocinho ouve uma música e sorri lembrando da mocinha e vice-versa. Ah, os filmes! Se ele topasse assistir uma comédia romântica vez ou outra comigo e me abraçar nos filmes de terror, eu prometo que o acompanharia em um chato de ação. Sou “à moda antiga” e não dispenso um pedido de namoro junto aos meus pais e flores de vez em quando caem bem.

 Acho que é isso. Ou será que tem mais? Ah, sim! Cultura é fundamental e um livro vez ou outra não faz mal a ninguém. Não quero um ameba que só sabe sobre futebol e videogame. Talvez eu mude de ideia quanto a tudo ou quase tudo dito acima quando eu “crescer” e não mais escrever ouvindo músicas que falam sobre Romeu e Julieta. Não que eu queira que isso mude. Bom seria se por um passe de mágica eu permanecesse com 18 anos escrevendo em um quarto com pôster nas paredes e urso de pelúcia enfeitando a cama. Mas isso é assunto para outro texto. Por hora, fico com meu fone de ouvido sonhando com um cara que não existe. Ou será que existe?

 Sem mais perguntas, encerro aqui a “Sessão Desabafo”.

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